• Matéria: Artes
  • Autor: analusilva1213
  • Perguntado 7 anos atrás

resumo de um filme brasileiro pode ser qualquer um para tarefa de artes me ajudem

Respostas

respondido por: lena9824
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Que Horas Ela Volta? é um filme brasileiro de 2015, do gênero drama escrito e dirigido por Anna Muylaert. Trata dos conflitos que acontecem entre uma empregada doméstica do Brasil e seus patrões de classe alta, criticando as desigualdades da sociedade brasileira. Val, uma mulher de Pernambuco, vai para São Paulo, deixando para trás sua filha, Jéssica, com o avô. Em São Paulo, Val encontra um emprego como babá e depois de empregada doméstica em uma casa de família de classe alta onde ela cuida do filho de seus patrões, Fabinho. Dezembro de 2015, foi eleito um dos cinco melhores filmes estrangeiros do ano pela organização norte-americana, National Board of Review. No mesmo mês foi eleito o melhor filme do ano e entrou na lista dos 100 melhores filmes brasileirossegundo a Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine).



respondido por: grtppg
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O diretor Breno Silveira (Dois filhos de Francisco) acertou em cheio em Era uma vez.., longa magnífico, tanto no roteiro como na fotografia, direção e atuações ... Que era uma vez coisa nenhuma, o título clichê não carrega a magnitude dos temas abordados; drogas, desigualdade social, amores impossíveis e preconceito. Na sala de exibição em que assistimos (eu e minha esposa Elenir) o longa-metragem aqui em São Paulo (Shopping Jardim Sul), 80% dos espectadores eram granfinos e confesso que em determinados momentos da exibição, notei um certo desconforto em seus semblantes, afinal, a grande tela revelava o preconceito dos ricos com os menos afortunados, ou melhor, OS NÃO AFORTUNADOS. A população de baixa-renda sabe muito bem que uma coisa leva a outra, e não preciso entrar em detalhes. Já os granfinos enxergam as coisas por outros ângulos... visões diferentes; mundos diferentes...  

No final do longa, temos uma surpresa (?), o protagonista Thiago Martins (Dé) é um dos moradores de uma das favelas do Rio de Janeiro, e como disse nos créditos finais: “Moro até hoje na favela. A história que vocês acabaram de assistir poderia ter sido a minha história.” Thiago Martins fez uma atuação magnífica e espero vê-lo em outros longas, pois tenho certeza que os diretores já estão de olho neste excelente e jovem ator. Vitória Frate (Nina), a Julieta do nosso pobre Romeu, fez sua estréia no cinema, e sua atuação não fica atrás do nosso protagonista. ROMEU E JULIETA? Não contarei o final, pois perderá a graça, mas você se lembrará dessas duas antigas personagens do velho Shakespeare.  

Só tenho uma coisa a lamentar: é triste saber que nossos melhores longas sempre envolvem tráfico de drogas, desigualdade social, violência e preconceito, assim como Carandiru, Cidade de Deus, Antônia – O filme, etc. Não nego que as tramas que abordam esse tema geralmente são envolventes, principalmente quando são salpicadas com excelentes atuações e direção, mas tenho certeza que os estrangeiros nos enxergam com outros olhares, pois para eles, nosso mundo é somente esse; essa é a influência negativa desses longas, mas fazer o quê? É a pura realidade, não é verdade?  

Minisinopse oficial: Era uma vez... conta a história de amor entre dois jovens que vivem realidades bem distintas. Morador da favela do Cantagalo, em Ipanema, na Zona Sul, Dé descobriu cedo as dificuldades de vencer na vida de forma honesta, cercado pelas armadilhas do crime. Filho da empregada doméstica, Bernadete, e abandonado pelo pai, ele assistiu a um traficante matar seu irmão Beto. Em seguida, seu irmão mais velho, Carlão, é obrigado pelos bandidos a se exilar da favela e acaba preso ao ser confundido com marginais em meio a um arrastão na praia. Apesar de tantos contratempos, Dé mantém sua dignidade. Trabalhador, vende cachorro-quente num quiosque na praia. É dali, de trás do balcão, que observa Nina, filha única de uma família rica que mora na Vieira Souto, avenida em frente à Praia de Ipanema.  

Os dois se conhecem na praia e acabam se apaixonando. Juntos, experimentam as alegrias, emoções e dificuldades de viver um amor tão grande quanto improvável. Porém, são alvo de críticas e preconceitos velados. Dé e Nina são o retrato da intolerância e dos abismos sociais que separam brasileiros não apenas no Rio, mas em cidades de todo o país e do mundo.

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