Respostas
Resposta:
Basicamente, os capitães donatários deveriam entregar à Coroa 10% dos lucros obtidos através da exploração colonial, além de ser responsável por recolher para a Coroa o quinto (20% de impostos sobre os metais preciosos extraídos na colônia). Entre seus direitos estariam a possibilidade de fundar vilas, conceder sesmarias e exercer a justiça na capitania. Além disso, poderia escravizar indígenas para uso como força de trabalho. Apesar dos privilégios dos donatários, a maior parte das capitanias fracassou. Dentre as razões para a falência da grande maioria podemos destacar: falta de recursos financeiros para a manutenção administrativa; inexperiência de grande parte dos donatários, pois alguns desconheciam totalmente a realidade colonial; falta de interesse por parte de alguns pela implantação de projetos a longo prazo; as precárias condições dos sistemas de comunicação e transporte e, especialmente, os conflitos que se desenvolveram em larga escala com as populações indígenas habitantes daquelas regiões.
Lançados à própria sorte e carentes de gêneros fundamentais à manutenção de suas defesas, os capitães donatários foram gradativamente cedendo às resistências de grupos indígenas contrários ao estabelecimento português em seus territórios. Os indígenas, muitas vezes, tocavam fogo nas plantações e entravam em conflitos diretos com os invasores. Foi com a instauração das Capitanias Hereditárias que os conflitos com as populações indígenas tomaram grandes proporções. O fracasso das capitanias levou a criação do Governo-Geral do Brasil (1548) e de novas estratégias de invasão dos territórios indígenas e escravização de seus habitantes.
Explicação:
Referências:
HOLANDA, Sérgio Buarque de; CAMPOS, Pedro Moacyr; FAUSTO, Boris (Orgs.). História Geral da Civilização Brasileira. Rio de Janeiro: Bertrand Brasil, 1997.
Resposta:
Os capitães gozavam de largos poderes administrativos, judiciais e fiscais, sendo a autoridade máxima nas respectivas capitanias. ... Respondiam pelos seus atos diretamente perante o donatário, sendo remunerados com parte, geralmente 10% do dízimo, a chamada redízima, dos rendimentos que, na capitania, cabiam ao donatário.