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Resumo
Os sistemas de transportes no Brasil têm início no século XIX, com a construção de algumas ferrovias e, mais tarde, com a expansão da malha rodoviária. A denominada “Era das Ferrovias” marcou o período de expansão da malha ferroviária no país, que durou de 1870 a 1920, sendo a “Estrada de Ferro Mauá”, a primeira ferrovia do país, inaugurada em 1854.
No entanto, foi em meados do século XX com o processo de industrialização, que os governos democráticos, os quais buscavam o desenvolvimento político, econômico e social do Brasil, focaram na construção de estradas, pondo de lado, o sistema ferroviário, que passou a ser considerado lento e com elevado preço de implementação (construção de linhas férreas), em relação ao transporte terrestre rodoviário.
Essas consequências são notórias até os dias de hoje, em que poucas linhas de ferro são utilizadas para o transporte de pessoas, enquanto o sistema rodoviário sofre com uma infraestrutura problemática oferecida à população, donde muitas estradas e rodovias apresentam péssimas condições para o transporte, desde a não pavimentação, falta de fiscalização, excesso de pedágios, dentre outros.
De tal modo, os transportes no Brasil sofrem de muitas carências. São inúmeros os pontos negativos que apontam para a precariedade do sistema público de transporte no país, sobretudo o transporte terrestre, posto que apresentam problemas como a superlotação, a insegurança e preços bem elevados.
A falta de fiscalização nas rodovias brasileiras pode ser outro problema importante a ser apontado, como por exemplo, os caminhões com carga superior àquela permitida, que trafegam nas estradas, gerando, assim, grande impacto nas construções, o que leva ao aumento de acidentes.
Por sua vez, importante destacar que, nesse caso, o sistema ferroviário permite o transporte de mais cargas pesadas em relação aos outros transportes terrestres, entretanto, é utilizado cerca de 20% em todo o país, em detrimento dos 60% do sistema rodoviário.
Outro fator importante para refletir é que nosso país apresenta grande quantidade de rios, lagos, lagoas e conta com uma grande costa marítima; no entanto, os transportes aquáticos (ou aquaviários) tem pouca representatividade no país, com um total de 13%.
Dentre os transportes aquáticos (fluvial, lacustre e marítimo), o transporte fluvial é o mais frequente no país, que conta com 16 hidrovias e 20 portos fluviais, sendo mais usado na região norte, tanto para o transporte de mercadorias quanto para o de pessoas. Nesse ínterim, vale lembrar que há muito rios navegáveis no país, entretanto, nos últimos anos vêm sofrendo com as secas e o assoreamento, impedindo a transição das grandes embarcações.