Uma das facetas da atuação da Igreja Católica durante o período colonial da América Portuguesa foi o Tribunal do Santo Ofício. Fazendo devassas ou visitações, os inquisidores reprimiam os desviantes dos dogmas católicos e estimulavam as delações, as denúncias e as confissões espontâneas, instituindo julgamentos e penas aos "infiéis".
A seguir, leia o caso de uma professora que abordou o assunto de religiosidades em uma turma de Educação Básica.
Neste Desafio, suponha que seus alunos façam o mesmo tipo de comentário. a) De que forma você utilizaria a temática da Inquisição para resolver essa situação? b) A partir dessa situação, como promover o respeito à diversidade religiosa em sala de aula?
Respostas
Resposta:
Padrão de resposta esperado
a) O evento histórico do Tribunal do Santo Ofício é uma excelente oportunidade para se trabalharem as históricas estigmatizações de outras religiões e religiosidades que não as promovidas pela Igreja Católica. O professor pode utilizar alguns processos inquisitoriais, os motivos pelos quais as pessoas foram perseguidas e de que forma os praticantes de outras práticas religiosas eram descritos por esses processos. É importante contextualizar o movimento inquisitório, para que o aluno compreenda os receios da Igreja em perder fiéis para outras religiões, mas também problematizar os métodos utilizados para perseguir e vigiar outras culturas.
b) A situação ocorrida em sala de aula pode ser abordada de maneira análoga aos preconceitos e às concepções pejorativas que a religião dominante tinha em relação às demais. Os alunos podem ser questionados sobre suas crenças a respeito das religiões de matriz africana, que, muitas vezes, podem estar associadas ao desconhecimento. Assim, o professor, a fim de promover o respeito à diversidade religiosa, como assegurado pela Constituição, deve abordar em suas aulas aspectos das religiosidades africana, europeia e indígena, mostrando para os alunos como o sincretismo religioso brasileiro continua presente até os dias de hoje.